• A QUICK LOOK AT CONSTITUTIONAL REFORMS IN LATIN-AMERICA

      Lavedra, Ricardo (2002-01-01)
      After suffering authoritarian regimes and blood-shedding military dictatorships – in many of which human rights were seriously violated- Latin American countries have regained elected civil governments in the last two decades. This democratic recovery took place in a context of misery, social distress, high infant mortality, low educational levels, closed and predominantly agricultural economies, low industrial development and important external debt. There were great expectations of reaching economic development with social equality through the exercise of popular sovereignty. As from the 90s, countries in the region have faced important economic changes. Free market, open economies, privatizations, structural reforms in the state (both in its size and in its intervention in economic processes), public expense adjustments, fiscal balance, etc, were predominant ideas at the time. The globalization process and foreign trade interdependence brought about a set of fresh ideas but also a widening gap between the rich and the poor . The strong feeling of being facing a “re-founding” process raised debates about new institutional arrangements which were afterwards applied to procuring “better administrations” to reach those aims. The main concerns were to achieve stable governments, to consolidate the basic premises of a democratic regime and to try to achieve greater efficiency in public officials’ performance. Needless to say, constitutional modifications differed according to the country. Even having a common pattern, dissimilar social and political realities in each country called for different constitutional amendments. I will try to roughly point out some concerns common to these reforms and to outline the debate on types of government that have taken place along these years. I will then try to show the different ideals underlying those constitutional reforms, and finally draw some conclusions that will be necessarily provisional in a complex and changing context.
    • A REGULAMENTAÇAO DA PROPRIEDADE NO SETOR DE GAS NATURAL NA BOLIVIA: IMPACTOS PARA O DESENVOLVIMENTO?

      Corrêa, André; Ratton Sanchez, Michelle (2008-01-01)
      A situação política na Bolívia sempre foi conhecida pelos especialistas por sua instabilidade[1]. Embora o início das tratativas entre Bolívia e Brasil para a importação do gás boliviano tenha ocorrido num período de maior estabilidade (1990-1996), a história política da Bolívia regularmente apresentou períodos de instabilidade. O tema ganhou a opinião pública no Brasil e na região (América do Sul) quando Evo Morales assumiu a presidência e, ainda com mais força, quando editado o Decreto n. 28.701, de 1º de maio de 2006, para a “nacionalização” do setor de gás natural. A “nacionalização” trouxe uma nova instabilidade nas relações políticas da região, na medida em que interferiu na forma de organização da cadeia econômica para o setor de gás natural na Bolívia e nas condições para a prestação de um bem essencial – energia – aos setores da economia e à população no Brasil, em especial. A questão tem polarizado as opiniões, tanto entre os especialistas quanto na opinião pública. Algumas análises, por exemplo, identificam a instabilidade como um reflexo da carência e da fragilidade dos marcos regulatórios – tanto no âmbito interno de cada um dos Estados como também na conformação de suas relações[2]. O objetivo deste artigo é expor como os elementos jurídico-institucionais entre Bolívia, Brasil, YPFB e Petrobras se formaram e evoluíram, com vistas a testar aquele argumento, no caso dos investimentos da Petrobras na Bolívia e seus impactos para a relação deste país com o Brasil. [1] Cf. ANDRADE, Everaldo de Oliveira. A revolução boliviana, Coleção Revoluções do Século XX, COSTA, Emilia Viotti da. São Paulo: Editora Unesp, 2007. No período entre 2001 e 2006, por exemplo, alternaram-se mais de cinco presidentes no poder: Jorge Quiroga Ramírez (2001-2002); Gonzalo Sánchez de Lozada (2002-2003); Carlos Mesa Gisbert (2003-2005); Eduardo Rodríguez Veltzé (2005); Evo Morales Ayma. [2] PINHEIRO, Letícia. Traídos pelo desejo: um ensaio sobre a teoria e a prática da política externa brasileira contemporânea, Contexto internacional, Rio de Janeiro, v. 22, n. 2., jul/dez, pp. 305-35, p. 325. Kozulj, Roberto. La industria del gas natural en América del Sur: situatión y posibilidades de la integración de mercados. Santiago, CEPAL, División de Recursos Naturales e Infraestrutura, dez. 2004. Este último autor advoga inclusive que uma autoridade supranacional deveria ser criada para dirimir os possíveis conflitos na relação entre as regulamentações e autoridades nacionais (pp. 70 e segs).
    • Abogacía y Movimientos Sociales: Una historia sobre la Coalición "Cero Desalojos" de Puerto Rico

      Morales-Cruz, Myrta (2012-01-01)
      "Politics, before all else, is an intervention in the visible and the sayable."-Jacques Rancière, "Ten Theses on Politics".[1] "Lo político es, ante todo, una intervención en lo visible y lo decible"-Traducción nuestra "Democracy is the institution of politics as such, of politics as a paradox. Why a paradox? Because the institution of politics seems to provide an answer to the key question as to what it is that grounds the power of rule in a community. And democracy provides an answer, but it is an astonishing one: namely, that the very ground for the power of ruling is that there is no ground at all."- Jacques Rancière, "Does Democracy Mean Something?"[2] "La democracia es la institución de lo político como tal, de lo político como una paradoja. ¿Por qué una paradoja? Porque la institución de lo político aparenta proveer una respuesta a la pregunta clave sobre qué es lo que fundamenta el poder de regir (gobernar) en una comunidad. Y la democracia provee una respuesta, pero es una asombrosa: a saber, que el propio fundamento del poder de regir (gobernar) es que no hay fundamento alguno."-Traducción nuestra. [1] jacques rancière, Ten Theses on Politics, en Dissensus: on politics and aesthetics 37 (Steven Corcoran ed. & trad., 2010). [2] jacques rancière, Does Democracy Mean Something?, en Dissensus: on politics and aesthetics 50 (Steven Corcoran ed. & trad.., 2010).
    • Adopción por Homosexuales: El Discurso Jurídico

      de Oliveira Nusdeo, Ana Maria; de Salles, Carlos (2009-01-01)
      Un factor importante en las transformaciones en materia de sexualidad en la sociedad contemporánea ha sido, sin duda, las posibilidades de contracepción creadas en la segunda mitad del siglo XX.[1] Ellas promovieron una disociación entre sexo y reproducción, abriendo nuevos espacios para el placer sexual en la vida de las personas, desconectados de las preocupaciones sobre consecuencias reproductivas y familiares. “Este cambio condujo a la posibilidad de ver las relaciones homosexuales en nuevas formas, las cuales habían sido estigmatizadas, parcialmente debido a su infertilidad. Si las relaciones heterosexuales en sí mismas –esto es, sin la finalidad de la reproducción– ganaban nueva aceptación, ¿porqué no las relaciones entre personas del mismo sexo?[2] [1] “La sexualidad plástica es una sexualidad descentrada, libre de las necesidades reproductivas. Se origina en la tendencia, que empezó a fines del siglo XVIII, a la limitación de la familia, pero se desarrolla posteriormente como el resultado de la difusión de nuevas tecnologías anticonceptivas”. GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Unesp, 1993, p. 10. [2] LOPES, José Reinaldo de Lima.Liberdade e direitos sexuais – o problema a partir da moral moderna. In RIOS, Roger Raupp. Em defesa dos direitos sexuais. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007, p. 56.
    • Adoption by Homosexuals: The Legal Discourse

      de Oliveira Nusdeo, Ana Maria; de Salles, Carlos (2009-01-01)
      An important factor in the transformations of sexuality in contemporary society was, no doubt, the possibilities for contraception created in the second half of last century.1 They promoted a dissociation between sex and reproduction, allowing a new space for sexual pleasure in people´s life, disconnected from concerns about reproductive and family bounds. “This change led to the possibility of seeing homosexual relationships in new ways – that have been stigmatized, partly because of its unfertility. If heterosexual relationships for their own sake (i.e., without the finality of reproduction) were accepted, why not relationships between people of the same sex?”[1] 1 “The plastic sexuality is a decentralized sexuality, free of reproduction need. Its origins is the trend, that begun in the end of eighteenth century , to the limitation of the family but develops later as a result of the diffusion of new contraceptive technologies” GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Unesp, 1993, p. 10. [1] LOPES, José Reinaldo de Lima.Liberdade e direitos sexuais – o problema a partir da moral moderna. In RIOS, Roger Raupp. Em defesa dos direitos sexuais. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007, p. 56.
    • Antisubordination and Beyond

      Grosman, Lucas S. (2014-01-01)
      The stature of an intellectual cannot be measured without reference to the importance and complexity of the problems he or she chooses to address. Owen Fiss has devoted his attention to some of the most significant legal problems of the last decades in his community and beyond, such as what the law demands in terms of racial integration, what sort of public intervention is admissible in order to foster a more robust public debate, what the proper role of courts in a constitutional democracy is, and the limits the Government must respect when it fights its latest enemy.
    • ARBITRAJE, DEMOCRACIA Y ESTADO DE DERECHO: ALGUNAS REFLEXIONES SOBRE LA TEORÍA DE OWEN FISS

      Ferreres Comella, Victor (2014-01-01)
      En este artículo, voy a explorar algunos temas de la obra de Owen Fiss, con el fin de arrojar luz sobre una institución jurídica de creciente importancia: el arbitraje. Fiss ha escrito abundantemente sobre los tribunales de justicia, la democracia y el Estado de Derecho. A pesar de que ha prestado menos atención al arbitraje, podemos utilizar con provecho sus ideas generales y extenderlas al ámbito arbitral. Lo que propongo hacer aquí, pues, es recorrer el campo del arbitraje bajo su guía. Antes de entrar en ello, sin embargo, tengo que decir unas palabras introductorias sobre el arbitraje, para contextualizar mejor la discusión posterior.
    • ARBITRATION, DEMOCRACY AND THE RULE OF LAW: SOME REFLECTIONS ON OWEN FISS´S THEORY

      Ferreres Comella, Victor (2014-01-01)
      In this paper, I will explore some themes of Owen Fiss´s scholarly work in order to shed light on an increasingly important legal institution: arbitration. Fiss has written extensively about courts, democracy and the rule of law. Although he has paid less attention to arbitration, his general ideas can be applied to it in interesting ways. So what I invite you to do here is to walk through the arbitration field with his guidance.
    • Autonomía y drogas

      Grosman, Lucas (2012-01-01)
      En este trabajo analizaré las implicancias constitucionales de la criminalización de la provisión y el consumo de drogas. Trataré tales cuestiones desde la perspectiva de los distintos derechos que podrían hallarse en juego, en especial el derecho a la autonomía, y me detendré en Arriola[1], una decisión de 2009 de la Corte Suprema argentina que, por una combinación de argumentos, estableció que la criminalización de la tenencia de drogas para consumo personal resulta inconstitucional. [1] Corte Suprema, 25 de agosto de 2009.
    • Biocolonialismo

      Madrazo Lajous, Alejandro (2011-01-01)
      La innovación tecnológica no siempre crea de riqueza, también puede ser un medio para la apropiación de riqueza ajena, si llega acompañada del régimen jurídico indicado. El complejo régimen de propiedad intelectual hoy vigente –resultado de la intersección entre el derecho interno de países clave, como Estados Unidos, y los acuerdos internacionales sobre los derechos de propiedad intelectual (en específico, el Acuerdo de la Organización Mundial del Comercio sobre los Aspectos de los Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio, en adelante AADPIC)–, produce un marco regulatorio en el que las economías desarrolladas gozan de la posibilidad de apropiarse legalmente de los recursos naturales de países biodiversos y culturalmente diversos, pero tecnológicamente pobres. El régimen jurídico de la propiedad intelectual regula la tecnología partiendo de prejuicios profundamente arraigados: el conocimiento tradicional y la innovación low-tech (como el desarrollo de nuevas variedades de comida o la identificación de nuevas fuentes de medicamento a través de la medicina tradicional o de crianza selectiva) son invisibilizados, mientras que las aplicaciones high-tech que no necesariamente crean o innovan son sobrevaloradas. Aplicado a la biodiversidad y biotecnología, especialmente al área de la genética, este régimen entorpece la innovación –o, al menos, le hace la vida más difícil a algunos de los “innovadores” más importantes. Esto se contrapone con la justificación tradicional de la existencia los derechos de propiedad intelectual: que fomentan la innovación.
    • Citizen participation in the Cuban State

      Guanche, Julio César (2014-01-01)
      Democratic republicanism has been the banner of major events like the French Revolution or the Spanish Republic, and now inspires changes underway in Venezuela, Bolivia and Ecuador. The socialist movement, like Jacobinism, is part of this republican heritage and its struggles for democracy and the political concept of fraternity: reciprocity in equality is freedom. Antidemocratic republicanism based on the exclusion of indigenous, black and mestizo majorities, as well as the free poor, was, in contrast, what was established in Latin American oligarchic republics after independence from Spain.
    • Collateral Costs of Violence: How Insecurity is Shaping Legal Institutions in Brazil

      Arguelhes, Diego; Pargendler, Mariana (2010-01-01)
      Latin America has some of the highest levels of violence worldwide; what is more, violence levels have been on an upward course in many countries in the region in recent decades.[1] According to some estimates, the incidence of homicide in the region is more than two times greater than the world average.[2] Widespread violence results in major human, social and economic losses. The direct costs of violence include losses stemming from criminal acts – loss of lives, emotional, and physical damages, and the resulting disincentive to investment – as well as the expenses incurred in preventing violence. The losses attributable to violence in the region are significant. Some economists estimate that the costs of violence in Latin America reached 14% of GDP in 1997, while others claim that GDP per capita in the region would be up to 25% greater if crime rates were similar to those observed in other countries.[3] In particular, the costs of practical measures aimed at preventing violence are considerable. For instance, despite their smaller size, in 2001 the Brazilian subsidiaries of General Motors spent almost three dollars for every one dollar spent on security in the company’s U.S. headquarters.[4] [1] See Rafael Di Tella, Sebastian Edwards & Ernesto Schargrodsky, Introduction, in The Economics of Crime: Lessons for and from Latin America 2 (forthcoming, University of Chicago Press), available at http://www.nber.org/books (“The Economics of Crime”) (analyzing the literature on the economic effects of crime in Latin America). [2] Walter C. Prillaman, Crime, Democracy, and Development in Latin America, Center for Strategic and International Studies, Policy Papers on the Americas, vol. XIV, study 6 (2003), at 3. [3] Tella et al., supra note 1. [4] A Conta Vai para Todos Nós, Revista VEJA, June 13, 2001.
    • Compulsory Licensing and Access to Medicine in Developing Countries

      do Amaral, Alberto (2005-01-01)
      According to the data compiled by the UN Millennium Development Goals Project, 40 million people are infected by the AIDS virus in developing countries, with 26.6 million on the African continent. About 93% of those infected with the AIDS virus cannot afford to buy the anti-retroviral medication which they need (1). The Joint Program of the United Nations on AIDS believed that unequal access to treatment at acceptable prices is one of the main reasons for the low levels of survival in poor nations.
    • Conditional Cash Transfer Programs and their Possible Side Effects: the Brazilian Bolsa Família Case

      de Barcellos, Ana (2012-01-01)
      This paper examines the negative impact the Brazilian Bolsa Família Program (BFP) may have on autonomous political participation and tries to present a discussion about how to minimize this impact, without damaging the rights conditional cash transfer programs, as the BFP, seek to promote. The paper is organized in three main parts. The first part is devoted to presenting an overview of the basic structure of BFP, the most relevant evidence on the results of the program in general and, in particular, its negative impact on the political autonomy of its beneficiaries, due to its potential to induce some form of clientelism. In the second part, the study offers a discussion about the relationship between, on the one hand, political rights and democracy and, on other, the fundamental rights to subsistence and food security, especially given Latin America’s reality. Finally, in the third part, the study seeks to suggest, for discussion, some proposals in order to minimize the side effects observed.
    • Conscious Oppression: Conscientious Objection in the Sphere of Sexual and Reproductive Health

      Alegre, Marcelo (2009-01-01)
      Although for centuries conscientious objection was primarily claimed by those who for religious or ethical reasons refused to join the ranks of the military (whether out of a general principle or in response to a particular violent conflict), in recent decades a significant broadening of the concept can be seen. InThailand, for example, doctors recently refused medical attention to injured policemen suspected of having violently repressed a demonstration. In Argentina a few public defenders have rejected for conscientious reasons to represent individuals accused of massive human rights violations. In different countries all over the world there are doctors who refuse to perform euthanasia, schoolteachers who reject to teach the theory of evolution, and students who refuse to attend biology classes where frogs are dissected.
    • Consenso y disenso: los movimientos de protesta y los avatares de la democracia colombiana

      Barreto, Antonio (2004-01-01)
      La presente ponencia, como parte del panel sobre los movimientos sociales y la democracia, está básicamente orientada a explorar dos de las preguntas que fueron planteadas por los organizadores del SELA para este debate: ¿Se pueden justificar aquellos movimientos de protesta que, entre sus diversos reclamos y exigencias, esgrimen que las instituciones democráticas existentes no constituyen un cauce adecuado para defender sus intereses? En caso afirmativo, ¿qué tipo de límites se podrían imponer a estas iniciativas de protesta, sobre todo teniendo en cuenta los costes o las cargas que los otros ciudadanos deben asumir en estos casos? Para afrontar esta pregunta transitaré un recorrido que incluye tres partes. En el primer acápite, con el objeto de contextualizar las preguntas en un escenario concreto, explicaré la realidad general que caracteriza a los movimientos sociales y de protesta más significativos de Colombia, un país que sufre un conflicto armado de larga data en la actualidad.
    • Constitucionalismo y derechos lingüísticos en América Latina: una discusión preliminar

      Pou Giménez, Francisca (2011-01-01)
      Como es sabido, uno de los rasgos característicos de las constituciones latinoamericanas tras la tercera ola democratizadora es el reconocimiento del pluralismo cultural. La región ha dejado atrás lo que Raquel Yrigoyen llama el horizonte del “constitucionalismo liberal asimilacionista” propio del siglo XIX y el horizonte del “constitucionalismo social integracionista” propio del siglo XX y ha acogido textos desde los que se vislumbra el “constitucionalismo pluralista” propio del siglo XXI, marcado por el reconocimiento del variado trasfondo cultural de las poblaciones de nuestros países y por la voluntad de incorporar derechos y otras protecciones para los pueblos indígenas[1]. Estas previsiones constitucionales incluyen típicamente el derecho a usar y transmitir las lenguas históricas —las cuales, en ocasiones, son declaradas oficiales o cooficiales en parte del territorio estatal—. La Constitución de Bolivia, por ejemplo, declara oficiales 36 lenguas indígenas junto con el castellano y establece que los poderes públicos deben usar al menos dos de ellas —el castellano y otra que debe fijarse teniendo en cuenta una serie compleja de factores—[2]. La Constitución mexicana —por citar un texto que ocuparía un lugar mucho más modesto en el “continuo” del reconocimiento constitucional del multilingüismo— dispone que los pueblos y las comunidades indígenas tienen autonomía para “preservar y enriquecer sus lenguas, conocimientos y todos los elementos que constituyen su cultura e identidad”[3] e insta a las autoridades federales y locales a que, en conjunción con ellos, incrementen los niveles de escolaridad “favoreciendo la educación bilingüe e intercultural”[4]. [1] Yrigoyen Fajardo 2011, pp. 1-3. Dentro del horizonte del constitucionalismo pluralista Yrigoyen distingue a su vez tres etapas: el ciclo del constitucionalismo multicultural (1982-1988), el ciclo del constitucionalismo pluricultural (1989-2005) y el ciclo del constitucionalismo plurinacional (2006-2009), definido por la aprobación de textos como la constitución de Ecuador (2008), la de Bolivia (2009) y la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas (2006-2007). Sobre la distintividad de la llegada de las cláusulas culturales a las constituciones la región véase también Irigoyen Fajardo 2006, Sieder 2002, Van Cott 2000 y Uprimny 2011. [2] El artículo 5 de la Constitución de Bolivia establece: “I. Son idiomas oficiales del Estado el castellano y todos los idiomas de las naciones y pueblos indígena originario campesinos, que son el aymara, araona, baure, bésiro, canichana, cavineño, cayubaba, chácobo, chimán, ese ejja, guaraní, guarasu’we, guarayu, itonama, leco, machajuyai-kallawaya, machineri, maropa, mojeño-trinitario, mojeño-ignaciano, moré, mosetén, movima, pacawara, puquina, quechua, sirionó, tacana, tapiete, toromona, uru-chipaya, weenhayek, yaminawa, yuki, yuracaré y zamuco. II. El Gobierno plurinacional y los gobiernos departamentales deben utilizar al menos dos idiomas oficiales. Uno de ellos debe ser el castellano, y el otro se decidirá tomando en cuenta el uso, la conveniencia, las circunstancias, las necesidades y preferencias de la población en su totalidad o del territorio en cuestión. Los demás gobiernos autónomos deben utilizar los idiomas propios de su territorio, y uno de ellos debe ser el castellano”. [3] Artículo 2, apartado A, fracción IV de la Constitución federal mexicana. [4] Artículo 2, apartado B, fracción II de la Constitución federal mexicana.
    • CONSTITUCIONALISMO Y TERRORISMO

      Ruiz-Tagle, Pablo (2002-01-01)
      Este trabajo tiene seis partes en las que se argumenta en contra de la necesidad de incluir disposiciones constitucionales referidas al terrorismo, particularmente en la constitución chilena. Con ese objeto, de manera general, en la primera parte se busca delimitar el problema y las preguntas que pueden hacerse respecto del mismo. En la segunda parte, se intenta una breve explicación histórica de algunas relaciones que han existido y que resultan un tanto paradojales entre constitucionalismo y terrorismo y las dificultades de definir este último término. La tercera parte del trabajo analiza desde el punto de vista comparado y de manera no exhaustiva, el tratamiento del terrorismo en Inglaterra y EE.UU. En la cuarta parte se analizan también desde el punto de vista comparado algunos países del continente europeo, tales coma Alemania, Italia y España. La quinta parte está referida al artículo 9 de la constitución chilena. La sexta parte desarrolla algunas ideas sobre el terrorismo de Estado e intenta mostrar como en Chile podemos estar todavía capturados por dicha forma de organización política y la dificultad de salir de ella. Finalmente, se ensayan algunas conclusiones, que por cierto al igual que todo el contenido de este trabajo tienen un carácter preliminar y sólo buscan alimentar la discusión sobre esta materia.
    • CONSTITUTIONALISM AND TERRORISM

      Ruiz-Tagle, Pablo (2002-01-01)
      This paper consists of six parts and argues against the supposed need for constitutional provisions on terrorism, in particular in Chile. In part one, I try to define the problem and the questions it may give rise to. Part two provides a brief historical overview of some of the rather paradoxical relations that have existed between constitutionalism and terrorism, and the difficulties in defining the latter concept. In part three, I present a comparative and non-exhaustive analysis of approaches to terrorism in Great Britain and the United States. In part four, I extend the comparative analysis to some continental European countries, such as Germany, Italy and Spain. Part five focuses on article 9 of the Chilean Constitution. In part six, I develop some ideas about State terrorism and try to show how, in Chile, we may still be under the spell of this kind of political organization which is so difficult to eradicate. Finally, I present some conclusions which, like the rest of the paper, are preliminary and only meant to stimulate discussion on this issue.
    • Construyendo un relato judicial para América Latina en torno al argumento de la inexigibilidad de la obligación de mantener un embarazo

      Undurraga, Veronica (2011-01-01)
      Este trabajo busca compartir algunas reflexiones nacidas del estudio de sentencias judiciales que se pronuncian sobre la constitucionalidad de leyes sobre aborto.[1] Muchas de estas sentencias declaran que hay situaciones en que no es posible obligar a una mujer, mediante la amenaza de la sanción penal, a mantener un embarazo (a este argumento lo llamaré “el argumento de a la inexigibilidad”). Esta coincidencia, que desde un punto de vista es simplemente la prevalencia del sentido común o la aplicación de un estándar básico de justicia, se torna interesante como foco de investigación si se considera los muy distintos contextos culturales e institucionales en que se producen estas decisiones judiciales y los diferentes enmarques y concepciones sobre derechos que se utilizan en los fallos. El argumento de inexigibilidad, presente en estas sentencias, varía en tres aspectos: en su extensión, su lugar y su forma. Por extensión, me refiero a cuán restrictivamente o ampliamente usa la corte el argumento. Por ejemplo, la Corte Suprema de Costa Rica aplica la inexigibilidad al aborto terapéutico en caso de peligro para la salud de la mujer embarazada, mientras que la Corte Constitucional de Colombia, lo aplica además en casos de violación, incesto, inseminación artificial no consentida, y cuando el feto tiene serias malformaciones y la Corte Suprema de Estados Unidos lo extiende a cualquier aborto que se realice durante el primer trimestre del embarazo. Por lugar, me refiero a cómo el argumento se aplica en dos posibles escenarios judiciales inversos. Por ejemplo, la Corte Constitucional de Colombia debió responder a la pregunta si la penalización del aborto en determinadas circunstancias violaba derechos constitucionales de la mujer, mientras que el Tribunal Constitucional Portugués debió responder si la despenalización del aborto durante las primeras semanas de embarazo violaba la protección constitucional de la vida prenatal. [1] Aunque el grupo de sentencias que inspiraron mis reflexiones es más amplio, en este paper cito o me refiero tangencialmente a las siguientes: CORTE SUPREMA. ESTADOS UNIDOS. Sentencia Roe v. Wade, 410 U.S. 113 (1973); CORTE SUPREMA. ESTADOS UNIDOS. Planned Parenthood of Southeastern Pa. v. Casey. Sentencia de 29 de junio de 1992, 505 U.S. 833 (1992); CORTE SUPREMA. IRLANDA. The Attorney General v. X. and Others. [En línea] 1992, No. 846P. [Consulta: 20 de noviembre de 2010]; CORTE SUPREMA. MÉXICO, 28.08.2008, acción de inconstitucionalidad 146/2007 y su acumulada 147/2007. CORTE SUPREMA; COSTA RICA. 17 de marzo de 2004, San José, Costa Rica. Res 2004 – 02792; TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. ESPAÑA. Sentencia 53/1985, de 11 de abril de 1985. TRIBUNAL CONSTITUCIONAL FEDERAL. ALEMANIA. Sentencia de 25 de febrero de 1975. 39 BVerfGE I (1975) (basándome en la traducción en: JONAS, Robert E. y GORBY, John D. West German abortion decisión: a contrast to Roe v. Wade. John Marshall Journal of Practice and Procedure. 9(3):605-684, 1976.) TRIBUNAL CONSTITUCIONAL FEDERAL. ALEMANIA. Sentencia de 28 de mayo de 1993. BVerfG, 2 BvF 2/90 of 05/28/1993. [En línea] Bundesverfassungsgericht, english versión. <http://www.bverfg.de/entscheidungen/fs19930528_2bvf000290en.html> [Consulta: 23 de noviembre de 2010]. TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. CHILE. Sentencia Rol 740-07-CDS, de 18 de abril de 2008 (este es un caso sobre anticoncepción de emergencia, en que el tribunal atribuye a este medicamento un posible efecto abortivo); TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. PORTUGAL. Marzo de 2010, Acórdão nº 75/2010, Diário da República, 2.ª série – Nº60-26. [En línea] [Consulta: 27 de septiembre de 2010]; CORTE CONSTITUCIONAL. COLOMBIA. Sentencia C-355/2006 de 10 de mayo de 2006.